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Esaú foi o filho mais velho de Isaque e Rebeca. Ele é mencionado no Livro de Gênesis e pelos profetas Obadias e Malaquias. O Novo Testamento alude a ele na Epístola aos Romanos e na Epístola aos Hebreus. Esaú foi o progenitor dos edomitas e irmão gêmeo mais velho de Jacó, o patriarca dos Israelitas. Dos gêmeos, Esaú foi o primeiro a nascer, com Jacó o seguindo segurando em seu calcanhar. Isaque tinha sessenta anos quando eles nasceram.

Esaú era um homem do campo, de qualidades "rudes" e um exímio caçador. Ele era o favorito de seu pai, enquanto Jacó era o favorita de sua mãe.

Gênesis[]

Nascimento[]

Por muitos anos Isaque e Rebeca desejaram ter um filho e oraram por isso. Deus então prometeu-lhes que teriam filhos. Enquanto no útero, os bebês brigavam entre si.[1]

Antes do nascimento de Esaú, Deus disse a Rebeca "Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor."[2] Este era um conceito estranho para a época, porque o filho mais velho era o herdeiro natural da riqueza, do poder e da autoridade de seu pai.

Esaú nasceu primeiro, ruivo e muito peludo, por isso recebeu o nome de Esaú.[3] Quando seu gêmeo nasceu, ele estava segurando o calcanhar de Esaú, por isso recebeu o nome de Jacó.

O significado da palavra Esaú em si não é totalmente certo. Outros notaram a semelhança com o árabe ’athaa (عثا) que significa "cabeludo". O nome Edom também é atribuído a Esaú, que significa "vermelho" (Heb: `admoni); a mesma cor usada para descrever a cor do cabelo de Esaú. Esaú tornou-se o progenitor dos edomitas em Seir.

Direito de primogenitura[]

Um dia, quando tinha Esaú quinze anos, ele voltou faminto dos campos e pediu a seu irmão um pouco do ensopado de lentilhas que Jacó preparava para seu pai (porque as lentilhas são a refeição tradicional do luto para os judeus e Isaque estava de luto pela morte de Abraão, seu pai). Jacó ofereceu uma tigela em troca da primogenitura de Esaú, ao que este aceitou. Assim, Jacó adquiriu o direito de primogenitura de Esaú.[4]

Bênção[]

Pronunciar a bênção era considerado o ato de reconhecer formalmente o primogênito como herdeiro principal.

Ora, Rebeca estava ouvindo o que Isaque dizia a seu filho Esaú. Quando Esaú saiu ao campo para caçar,

Rebeca disse a seu filho Jacó: "Ouvi seu pai dizer a seu irmão Esaú: 'Traga-me alguma caça e prepare-me aquela comida saborosa, para que eu a coma e o abençoe na presença do Senhor antes de morrer'."

Então, Rebeca instruiu Jacó como ele deveria proceder para que seu pai lhe desse a bênção e sua herança (que eram por direito dele).[5] Jacó seguiu o plano de sua mãe e levou a refeição a seu pai fingindo ser Esaú. Jacó cobriu-se com pele cordeiro para que quando Isaque tocasse-o sua pele lisa não o denunciasse. Jacó recebeu a bênção de seu pai e se tornou o líder espiritual de sua família e o herdeiro das promessas de Abraão.[6]

Quando Esaú chegou, descobriu sobre o acontecido e ficou furioso,[7] então ele implorou a Isaque que desfizesse a bênção. No entanto, Isaque respondeu dizendo que só tinha uma bênção para dar e não poderia reverter a bênção concedida. Esaú ficou ainda mais enraivecido e jurou matar Jacó.[8] Rebeca, por revelação divina, descobriu sobre as intenções de seu filho mais velho e interveio

E disse Rebeca a Isaque: Estou desgostosa da vida, por causa destas mulheres hititas. Se Jacó tomar esposa estre as mulheres desta terra, entre mulheres hititas como estas, para que me servirá a vida? Estou desgostosa da vida, por causa destas mulheres hititas. Se Jacó escolher esposa entre as mulheres desta terra, entre mulheres hititas como estas, perderei a razão de viver." (Gênesis 27:46)

Assim, Jacó foi para a terra de Padã-Aram, em Arã-Naaraim, onde trabalhou para Labão, o arameu. Jacó não recebeu imediatamente a herança de seu pai, tendo fugido para salvar sua vida, ele deixou os rebanhos, terras e tendas de Isaque para trás e foi forçado a dormir em campo aberto e depois a trabalhar por um salário na casa de Labão. Jacó, que enganou seu pai, foi por sua vez enganado por seu tio.

Casamentos[]

Com a idade de quarenta anos, Esaú se casou com duas mulheres: Judite, filha de Beeri, o hitita, e Basemate, também conhecida como Ada, filha de Elom, o hitita. Isso violou a injunção de Abraão (e de Deus) de não tomar por esposas as mulheres daquela terra. Seu casamento é descrito como uma irritação para Rebeca e Isaque. Até esse ato, Esaú poderia ter superado a venda da primogenitura, mas tomar por esposas mulheres daquela terra demonstrava seu desapego as ordens de Deus.

Depois de ver que seus casamentos eram mau vistos por seus pais, Esaú se casou com Basemate, também conhecida como Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote. E, em algum momento não especificado, ele também casou com Aolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, o heveu, filho de Seir, o horeu.

Outras referências[]

Esaú também era conhecido como Edom, o progenitor dos edomitas que se estabeleceram ao sul dos israelitas. Eles eram uma antiga nação inimiga de Israel. Os profetas menores, como Obadias, afirmam que os edomitas participaram da destruição do Primeiro Templo por Nabucodonosor em 587 aC. Exatamente como os edomitas participaram não está claro. O Salmo 137 ("Pelas águas da Babilônia") sugere apenas que Edom encorajou os babilônios. Mas a profecia de Obadias insiste na literal "violência feita a teu irmão Jacó" quando os edomitas "entrado pela porta do meu povo..., saqueado seus bens..., esperado nas encruzilhadas para matar os que conseguiram escapar; nem ter entregado os sobreviventes no dia de sua aflição."

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A narrativa da venda da primogenitura mostra que Esaú desprezou seu direito de primogênito. No entanto, também alude a Jacó ser enganoso. Aos olhos da mãe e do pai de seus, o engano pode ter sido merecido. Rebeca mais tarde ajuda Jacó a receber a bênção de seu pai disfarçado de Esaú. Isaac então se recusa a receber a bênção de Jacó de volta ao saber que ele foi enganado e não dá essa bênção a Esaú, mas, depois que Esaú implora, dá a ele uma bênção inferior.

As falhas dos homens (como a preferência de Isaque por Esaú, o engano de Jacó a seu pai e o ódio de Esaú por seu irmão) serviram, sob orientação divina, para o cumprimento da escolha de Deus, com Jacó sendo fortalecido em confiança em Deus e purificado pelas próprias consequências de seu engano, seu longo exílio e servidão. Ele foi por eles confirmado em humildade e piedade, e treinado para ser um homem santo de Deus e o digno herdeiro das promessas.

  1. Gênesis 25:21,22
  2. Gênesis 25:23
  3. Gênesis25:25
  4. Gênesis 25:29-34
  5. Gênesis 27:8-10
  6. Gênesis 27:28,29
  7. Gênesis 27:34
  8. Gênesis 27:41
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