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"Viu o Senhor que a maldade do homem havia se multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou o coração."
— Genesis 6:5-6

Genesis 6 é o sexto capítulo do Livro de Genesis, que narra o início do ministério de Noé e todo o processo no qual ele teve de construir a Arca e anunciar para a humanidade o fim do Mundo Antediluviano através do Dilúvio.

Enredo[]

A humanidade era divida entre os descendentes de Caim e os descendentes de Sete, ambos filhos de Adão e Eva e irmãos do já falecido Abel. Uma linhagem vivia na cidades de forma depravada, enquanto a outra se mantinha fiel como remanescente afastada nas montanhas. Após o fim do ministério terrestre do Profeta Enoque, os descendentes de Sete começaram a entrar em jugo desigual, casando-se com as mulheres descendentes de Caim. O resultado foi que eles foram se mudando para a zona urbana e foram se corrompendo, resultando em uma tremendamente forte apostasia que tomou conta de toda a terra e a encheu de injustiça e maldade.

Vendo tudo isso, Deus se entristeceu muito ao ver o estado em que estava o homem e os contínuos e bárbaros pecados O enfureceram sumariamente. Vendo que se Ele permitisse que as coisas continuassem assim a humanidade seria responsável pela sua própria extinção, Deus decidiu destruir toda a raça humana através de um grandioso Dilúvio.

Contudo, Deus viu que Noé e sua família haviam se mantido fiéis e por isso decidiu poupa-los. Revelando-se a Noé em sonho, Deus o revelou que o Dilúvio ocorreria dali a 120 anos e ordenou que ele construísse uma arca de arvore cipreste para abrigar a ele, sua família, seus mantimentos, os animais e cada ser humano que junto a ele deseje entrar.

E assim, sendo taxado de louco, Noé construiu a arca junto aos seus parentes e durante esse período de tempo ele se casou e teve 3 filhos, que creram no mesmo Deus que ele e o ajudaram na construção da Arca. Eles pregaram o evangelho e anunciaram acerca do Dilúvio para toda a terra e após 120 eles encerraram todo o seu trabalho.

Análise do Capítulo (Versículo por Versículo)[]

1. Como se foram multiplicando os homens.A raça humana cresceu rapidamente, não só em impiedade, mas em número. Entre os muitos perigos para os que temiam a Deus estavam as belas filhas dos descrentes. Mulheres passaram a ser desposadas, não por causa de sua virtude, mas pela beleza, e a consequência foi que a impiedade e a maldade fizeram grande avanços entre os descendentes de Sete.

2 Os filhos de Deus.Os antigos comentaristas judeus, os pais da igreja e muitos expositores modernos interpretam esses “filhos”como sendo anjos, comparando-os com os “filhos de Deus”de Jó 1:6, 2:1 e 38:7. Esse ponto de vista deve ser rejeitado porque a punição que logo sobreviria era pelos pecados dos seres humanos (ver v. 3) e não dos anjos. Além disso, anjos não se casam (Mt 22:30). Os “filhos de Deus” eram os descendentes de Sete, e “as filhas dos homens”eram ímpias cainitas (PP, 81). Mas tarde, Deus falou a Israel, de Seu “primogênito” (Êx 4:22), e Moisés chamou o povo de Israel de “filhos […] do Senhor, vosso Deus” (Dt 14:1).

3 Pois este é carnal. Esta expressão também pode ser traduzida como “em seus desvios, o homem é carnal”, de shagag, “vaguear”, “desviar-se”. Ao seguirem as paixões carnais, diz Deus, os homens se entregaram aos desejo da carne, a ponto de não mais responderem ao controle do Espírito Santo. A insensibilidade à influência divina era completa; portanto, o Espírito de Deus deveria ser retirado.

4 Havia gigantes na Terra. Esses “gigantes”, nefilim, não eram produto de casamentos mistos, como alguns sugerem. … Uma vez que nessa época todos a raça humana era de grande estatura, pode ser que a palavra designe o caráter, em vez da estatura. Os antediluvianos geralmente possuíam grande força física e mental. Dotados de inteligência e habilidade, eles devotaram persistentemente suas capacidades físicas e intelectuais à gratificação do próprio orgulho e das paixões, e a opressão do próximo (PP, 80, 84, 90).

6 Então, Se arrependeu o SENHOR. O “arrependimento” de Deus é uma expressão que se refere à dor do amor divino ocasionada pela pecaminosidade do ser humano. Ressalta que Deus, em harmonia com Sua imutabilidade, assume uma mudança de posição em resposta a uma mudança ocorrida na criação. A menção à dor divina em face da condição depravada do homem é uma tocante indicação de que Deus não o odiou.

9 Noé era homem justo. A palavra “justo”não implica inocência imaculada, mas retidão, honestidade e virtude. … Viver em retidão no tempo de Noé exigia assumir uma atitude destemida e firme contra más influências, tentações sutis e vis zombarias.

12 Viu Deus a terra. Esta investigação revelou que já havia distinção entre os caipiras, que desafiavam a Deus, e os setitas, que antes temiam a Deus. Com poucas exceções, “todo ser vivente” havia se corrompido.

13 Resolvi dar cabo de toda carne. Os avisos anteriores da intenção divina de destruir a Terra (v. 3, 7) são presumivelmente, o registro de palavras que Deus pronunciou num concílio celestial, e não a ouvidos humanos. Então, foi feito uma comunicação diretamente a Noé.

18 Estabelecerei a Minha aliança. O primeiro acordo registrado entre Deus e Noé (ver com. de Gn 15:9-7 sobre o procedimento na efetivação de uma aliança). Ao fazer uma aliança com Noé, Deus fortaleceu a confiança desse homem justo na certeza do cuidado divino. Independentemente do que ocorresse, Noé sabia que ele e sua família seriam salvos.

E teus filhos. Essas promessas incluíam até os filhos de Noé que ainda não haviam nascido e as esposas deles, porque nessa ocasião Noé ainda não tinha filhos, embora já estivesse com 480 anos de idade (ver com. de Gn 5:32)

22 Assim fez Noé. Este verso curto abrange 120 anos de serviço fiel.

Curiosidades:[]

  • Este capítulo nos revela a existência de gigantes nos tempos antigos. Não de gigantes que vieram como fruto do relacionamento sexual de anjos e mulheres (Não existe evidência bíblica nenhuma disso, além de Cristo ter tido que anjos não se dão em casamento, logo não fazendo sexo)., e sim de que os seres humanos do Mundo Antediluviano eram por si só gigantescos, enormes, superiores em estatura e intelecto se comparados com os seres humanos atuais e dos tempos de Moisés e de Cristo. Isso além do fato deles serem incrivelmente mais longevos, como apresentado em Gênesis 5, vivendo vários séculos enquanto nós só vivemos algumas décadas somente.
  • Essa é a primeira referência na Bíblia ao jugo desigual, que consiste no ato de um homem santo, servo de Deus, se casar com uma mulher ímpia e que não compartilha da mesma religião que ele e vice-versa. Esta prática foi feita pelos descendentes de Sete (Monoteístas) que se casaram com as descendentes de Caim (Deístas) e resultou na apostasia total e completa de todo o remanescente de Deus na terra, ao ponto de só restar Noé e sua família como fiéis. Esta prática foi repetida com Ismael e resultou em ele se apostatar, por Esaú (Resultou em sua apostasia), por Sansão (Resultou em sua apostasia), por Salomão (Resultou em sua apostasia) e por vários outros. É um fato inânime na Bíblia de que o jugo desigual é condenado por Deus e é uma estratégia satânica para afastar os justos de sua fé (Que inclusive foi usada por Balaão para corromper os hebreus no final do governo de Moisés, resultando na apostasia de Baal Peor e tendo total sucesso), tanto é que o próprio Apóstolo Paulo criticou tal prática. Esse foi o erro da geração de Noé, que resultou e influenciou na ocorrência do fim da humanidade parcialmente,
  • O texto cita que Deus se arrependeu de criar a humanidade ao ver o que ela se tornou. Devemos levar em conta que isso é uma expressão idiomática do escritor que não quer dizer que Deus se arrependeu de fato de criar o ser humano, e sim que Ele sentiu-se muito triste, extremamentee triste, com o estado que a humanidade havia se encontrado. Se Deus realmente se arrependesse de algo que fez, isso indicaria que Ele muda e que também comete erros e falhas. Contudo, a própria Bíblia é enfática e clara ao dizer por diversas vezes que Deus é perfeito e nunca falha, além de Malaquias 3:6 dizer que Deus não muda nunca.
  • É um fato de que não foi um erro Deus ter criado o ser humano, já que o ser humano foi criado originalmente perfeito e sem pecado. O ser humano foi somente corrompido por conta do pecado, que não foi culpa de Deus ele ter pecado, e sim do próprio ser humano que decidiu pecar e parcialmente de Satanás, que colocou Adão e Eva mais a cada um dos seres humanos existentes em tentação, juntamente com todos os seus demônios. Além do mais, se fosse a criação do homem um erro realmente reconhecido por Deus, Deus não teria se preocupado em preservar a humanidade com a preservação da família de Noé para dar continuidade a raça imunda e corrupta da qual pertencemos atualmente, e também não daria continuidade ao plano da redenção entregando Sua vida para salvar a raça caída. Sendo Deus o Criador de tudo, inclusive do próprio tempo e superior ao próprio tempo inclusive, seria mais fácil Deus ter simplesmente alterado o tempo impedindo que a raça humana sequer exista. Assim, ele apagaria um erro Seu sem que nenhuma criatura, nem sequer os anjos, suspeitem ou descubram, sem deixar evidências. Mas isso logicamente não aconteceu, justamente por Deus nunca erra e com certeza não errou quando criou o ser humano,
  • Antes de Deus comunicar tal decisão Sua a Noé, Ele com toda certeza deve ter comunicado aos anjos Sua decisão.
  • Muitos condenam Deus como cruel e brutal por ter exterminado Sua própria criação dessa maneira, só que devemos levar em consideração que Deus não é só amor e carinho. Ele é justo, Ele é a própria Justiça encarnada e a Verdade revelada. Deus ama o pecador, mas detesta o pecado. Se Deus não matasse toda a humanidade daquela forma, ela teria morrido de qualquer forma, exterminando a si mesma ou sendo exterminada pelos querubins guardiões do Éden durante uma futura suposta tentativa de invasão do Jardim do Éden. Deus foi muito misericordioso até, já que poupou Noé e sua família e deu 120 anos de prazo para que a arca fosse construída, a mensagem acerca do Dilúvio fosse propagada e cada um possa escolher se irá querer viver ou morrer. De modo que no dia do Dilúvio Deus mostrou Sua misericórdia e amor poupando e protegendo a Noé e sua família e não condenou a morte naquele dia ninguém que não fosse verdadeiramente culpado e que não tivesse consciência de estar em pecado. Deus purificou assim o mundo, não tendo matado nenhum inocente sequer com a grande chuva, e sim poupado todos, que eram menos de 10 ao total em toda a humanidade.
  • O homem escolhido por Deus como Seu profeta nesse capítulo é Noé, mencionado aqui como um homem justo. A própria Bíblia reforça em outros livros que ele é um homem justo com Ezequiel 14 citando-o como um dos homens mais justos da história e Paulo incluindo-o como um Herói da Fé em Hebreus. Esse status de justo naquela geração corrupta resultou em ele ser escarnecido e chamado de lunático, fanático e até de tolo por muitos, pela maioria, mesmo tendo razão. O fato dele ser justo é comprovado tanto por ele ter se mantido fiel durante aqueles 120 na missão de construir a arca e de anunciar ao povo acerca do Dilúvio como pelo fato de que ele não caiu no pecado do jugo desigual como seus demais contemporâneos. Não se casou com uma mulher ímpia, e sim com uma mulher justa, que foi salva do Dilúvio junto com ele e seus filhos na arca.
  • Deve-se destacar que Noé tinha somente 480 anos quando ele recebeu esta missão dada por Deus, na época ainda sendo solteiro e sem filhos. Foram durante esses 120 anos que ele se casou e teve seus 3 filhos. A fé desses 3 filhos de Noé é admirável, já que eles tinham ainda menos evidências de que viria o Dilúvio, eram jovens, tinham muito ainda a aproveitar da vida, não tendo nada além da palavra do pai como prova. Mas mesmo assim, por amor á Deus, eles creram e também foram poupados, abdicando de seus prazeres carnais e sendo vítimas de igual zombaria e desmoralização enquanto construiam a arca junto ao pai e se casaram com moças descentes e honestas, que compartilhavam da mesma fé, evitando cometer o mesmo erro de seus conterrâneos também.
  • Quando Noé obteve tal revelação acerca da construção da arca aos seus 480 anos de idade, seu pai Lameque ainda estava vivo aos 662 anos de idade e seu avô Matusalém também estava, aos 849 anos de idade, sendo estes 3 os últimos ainda vivos da genealogia presente em Gênesis 5. Lameque e Matusalém creram em Deus e ajudaram a Noé a construir a arca e propagar a mensagem do evangelho junto á sua esposa e aos 3 filhos do mesmo. Infelizmente, diferente de Noé e seus filhos, Lameque e Matusalém não puderam ver os frutos do seu trabalho, tendo descansado no Senhor já salvos e remidos por Cristo antes do Dilúvio acontecer. Lameque aos 777 anos de idade cerca de 5 anos antes do Dilúvio ocorrer e Matusalém aos seus incríveis 969 anos de idade, alguns poucos meses antes do Dilúvio ocorrer.
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