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Jacó (em hebraico: יעקב; "aquele que segura o calcanhar"); posteriormente designado como Israel (em hebraico: ישראל; "aquele que luta com El"), foi o terceiro patriarca da Bíblia, filho de Isaque e Rebeca, e neto de Abraão e Sara. Ele é uma figura importante nas religiões abraâmicas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Jacó aparece pela primeira vez no Livro do Gênesis, onde é descrito como o filho de Isaque e Rebeca, e neto de Abraão, Sara e Betuel.

Ele era o segundo filho de Isaque, sendo o mais velho seu gêmeo Esaú. Jacó comprou a primogenitura de Esaú e, com a ajuda de sua mãe, enganou seu pai idoso para abençoá-lo em vez de Esaú. Então, ele fugiu para cidade natal de sua mãe para encontrar uma esposas. Lá ele encontrou suas primas, Raquel e Lia. O pai delas, Labão, ganhou quatorze anos de trabalho como preço de noiva de suas filhas.

Com suas esposas e concubinas, Bila e Zilpa, Jacó teve doze filhos e uma filha: Rúben, Simeão, Levi, Judá, , Naftali, Gade, Aser, Issacar, Simeão, Diná, José e Benjamim. Dez dos doze filhos se tornariam os fundadores de dez das Doze Tribos de Israel um novo nome dado a ele após um encontro com Deus. José não tinha uma tribo, mas seus filhos Efraim e Manassés sim. Os levitas não foram contados entre as doze tribos.

Anos depois, após uma severa seca em Canaã, sua terra natal, Jacó e seus descendentes e servos e animais mudaram-se para o Egito, onde morreu com a idade de 147 anos. Supõe-se que ele foi enterrado na Caverna de Macpela.

De acordo com o Gênesis, Jacó mostrou favoritismo entre suas esposas e filhos, preferindo Raquel e seus filhos, José e Benjamim, causando tensão dentro da família, culminando com os irmãos mais velhos de José vendendo-o como escravo.

História[]

Jacó e seu irmão gêmeo, Esaú, nasceram de Isaque e Rebeca após 20 anos de casamento, quando Isaque tinha 60 anos de idade.[1] Rebecca estava desconfortável durante a gravidez e foi perguntar a Deus por que ela estava sofrendo e recebeu a profecia de que gêmeos estavam lutando em seu ventre e continuariam a lutar por toda a vida, mesmo depois de se tornarem duas nações separadas. Deus também disse que "um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo".[2]

Quando chegou a hora de Rebeca dar à luz, o primogênito saiu coberto de cabelos ruivos, como se estivesse vestindo um manto de pelos, e seu calcanhar foi agarrado pela mão do segundo filho. Por causa disso, Isaque e Rebeca nomearam o primeiro filho como Esaú e o segundo filho chamaram Jacó.[3]

Conforme cresciam, os dois desenvolviam naturezas muito diferentes. "Esaú tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos, ao passo que Jacó cuidava do rebanho e vivia nas tendas." Além disso, as atitudes de seus para com eles também eram diferentes: "Isaque preferia Esaú, porque gostava de comer de suas caças; Rebeca preferia Jacó."[4]

Um dia, voltando faminto dos campos, Esaú implorou a Jacó que este lhe desse um pouco de seu ensopado de lentilhas. Jacó lhe deu o ensopado apenas depois de Esaú lhe ceder por venda o direito de primogenitura.[5]

Quando Isaque envelheceu, ele ficou cego e não sabia quando morreria, então decidiu conceder sua benção a Esaú. Ele pediu que Esaú saísse para para o campo com o arco e a aljava e matasse algum veado e então fizesse uma carne saborosa, da maneira como ele gostava, para que pudesse comê-la e abençoar Esaú.[6]

Rebeca ouviu a conversa e já sabendo que a benção iria para Jacó, pois Deus a informou que o mais velho serviria ao mais novo, ordenou que Jacó trouxesse dois cabritos para que preparassem uma comida saborosa como Isaque gostava e abençoasse a Jacó. Jacó protestou que seu pai reconheceria o engano, já que Esaú era cabeludo e ele próprio tinha a pele lisa. Ele temia que seu pai o amaldiçoasse assim que o sentisse, mas Rebeca se ofereceu para receber a maldição ela mesma, então insistiu que Jacó a obedecesse. Jacó fez o que a mãe mandou e, quando voltou, Rebeca preparou a saborosa carne que Isaque gostava. Antes de enviar Jacó a seu pai, ela o vestiu com as roupas de Esaú e colocou peles de cabra em seus braços e pescoço para simular a pele peluda.[7]

Disfarçado de Esaú, Jacó entrou no quarto de Isaque. Surpreso por Esaú ter voltado tão cedo, Isaque perguntou como era possível que a caçada fosse tão rápida. Jacó respondeu: "YHWH, seu Deus, a colocou no meu caminho". As suspeitas de Isaque aumentaram ainda mais, porque Esaú nunca usou o nome pessoal de Deus. Isaque exigiu que Jacó chegasse perto para que ele pudesse senti-lo, mas as peles de cabra pareciam com a pele peluda de Esaú. Confuso, Isaque exclamou: "A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú!" Ainda tentando descobrir a verdade, Isaque perguntou-lhe diretamente: "És tu meu filho Esaú?" e Jacó respondeu simplesmente: "Eu sou". Isaque começou a comer a comida e a beber o vinho que Jacó lhe deu, e então disse-lhe para se aproximar e beijá-lo. Enquanto Jacó beijava seu pai, Isaque cheirou as roupas que pertenciam a Esaú e finalmente aceitou que a pessoa à sua frente era Esaú. Isaque então abençoou Jacó:[8]

Que Deus lhe conceda do céu o orvalho e da terra a riqueza, com muito cereal e muito vinho. Que as nações o sirvam e os povos se curvem diante de você. Seja senhor dos seus irmãos, e curvem-se diante de você os filhos de sua mãe. Malditos sejam os que o amaldiçoarem e benditos sejam os que o abençoarem."[9]

Jacó mal havia saído do quarto quando Esaú voltou da caça para preparar sua caça e receber a bênção. A percepção de que havia sido enganado chocou Isaque, mas ele reconheceu que Jacó havia recebido as bênçãos, acrescentando: "e abençoado ele será!" Esaú ficou com o coração partido pelo engano e implorou por sua própria bênção. Tendo feito de Jacó um governante sobre seus irmãos, Isaque só pode prometer: "Sua habitação será longe das terras férteis, distante do orvalho que desce do alto céu. Você viverá por sua espada e servirá a seu irmão. Mas quando você não suportar mais, arrancará do pescoço o jugo."[10]

Embora Esaú tenha vendido a Jacó seu direito de primogenitura pelo "ensopado de lentilhas", Esaú ainda odiava Jacó por receber a bênção de seu pai e jurou matar Jacó assim que Isaque morresse.[11] Quando Rebecca ouviu sobre suas intenções assassinas, ela ordenou que Jacó viajasse para a casa de seu irmão Labão em Harã, até que a raiva de Esaú se aplacasse. Ela convenceu Isaque a mandar Jacó embora, dizendo-lhe que estava desesperada com o fato de ele se casar com uma garota local das famílias idólatras de Canaã como Esaú havia feito. Depois que Isaque mandou Jacó embora para encontrar uma esposa, Esaú percebeu que suas próprias esposas cananeias eram más aos olhos de seu pai e então ele tomou uma filha do meio-irmão de Isaque, Ismael, como terceira esposa.[12]

Casamentos[]

Chegando a Harã-Naaraim, Jacó viu um poço onde pastores reuniam seus rebanhos para dar água. Foi nesse poço ele conheceu Raquel, filha mais nova de Labão, que estava pastoreando os rebanhos de seu pai. Jacó amou Raquel imediatamente. Depois de passar um mês com seus parentes, ele pediu a mão dela em casamento em troca de trabalhar sete anos para Labão, o Arameu, que concordou isso, e esses sete anos pareceram a Jacó "como poucos dias, pelo muito que a amava." Quando os dias estavam completos, Jacó pediu sua esposa, mas Labão o enganou trocando Raquel por sua irmã mais velha, Lia, como a noiva velada. Pela manhã, quando a verdade se tornou conhecida, Labão justificou sua ação dizendo que era inédito dar uma filha mais nova antes da mais velha. No entanto, ele concordou em dar Raquel em casamento também se Jacó trabalhasse mais sete anos. Após a semana de celebrações do casamento com Lia, Jacó casou-se com Raquel e continuou a trabalhar para Labão por mais sete anos.[13]

Jacó amava mais a Raquel do que a Lia, e Lia se sentia desprezada, por causa disso Deus abriu o ventre de Lia e ele deu à luz a quatro filhos em sucessão: Rúben, Simeão, Levi e Judá.[14] Raquel, no entanto, permaneceu sem filhos, por isso, seguindo o exemplo de Sara, Raquel deu sua serva Bila a Jacó para que Raquel pudesse ter filhos por meio dela, e Bila deu à luz Dã e Naftali. Vendo que ela havia parado temporariamente de ter filhos, Lia sentiu-se enciumada e então deu a sua serva Zilpa a Jacob para que pudesse ter mais filhos através dela, e Zilpa deu à luz Gade e Aser. Depois disso, Lia concebeu novamente e deu à luz Issacar, Zebulom e Diná, a primeira e única filha de Jacó. Deus então lembrou-se de Raquel, que deu à luz José.[15]

Depois que José nasceu, Jacó decidiu voltar para casa de seus pais. Labão relutou em libertá-lo, pois Deus havia abençoado seu rebanho por causa de Jacó, então perguntou quanto poderia paga-lo por seu trabalho. Jacó sugeriu que todas as "ovelhas salpicadas e pintadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e salpicadas" do rebanho seriam seu salário, com o que Labão concordou. Jacó colocou galhos verdes de estoraque, amendoeira e plátano, todas as quais ele descascou parcialmente, expondo a parte branca, e os fixou em frente aos bebedouros dos rebanhos.[16] Com isso ele "ficou rico, tornando-se dono de grandes rebanhos e servas e servos e camelos e jumentos."[17]

Com o passar do tempo, os filhos de Labão perceberam que Jacó estava levando a maior parte de seus rebanhos, e assim a atitude amigável de Labão para com Jacó começou a mudar.[18]

O anjo do Senhor, em um sonho durante a época de reprodução, disse a Jacó: "Olhe e veja que todos os machos que fecundam o rebanho têm listras, são salpicados e malhados, porque tenho visto tudo o que Labão lhe fez. Sou o Deus de Betel, onde você ungiu uma coluna e me fez um voto. Saia agora desta terra e volte para a sua terra natal."[19]

Tendo Labão saído para tosquiar as ovelhas, Jacó reuniu seus filhos, suas esposas, seus rebanhos e seus servos e servas e partiu sem informar a Labão. Raquel também aproveitou para retirar os terafins da casa de seu pai e leva-los consigo. No terceiro dia da partida de Jacó, Labão soube o que aconteceu e reuniu seus irmãos e perseguiu a Jacó por sete dias. No entanto, na noite antes de alcançar Jacó, Deus apareceu a Labão em um sonho e o advertiu para não dizer nada de bom ou ruim a Jacó. Quando os dois se encontraram, Labão disse a Jacó: "Que foi que você fez? Não só me enganou como também raptou minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra." Ele também pediu de volta seus terafins roubados. Jacó disse que tivera medo de que Labão não lhe permitisse levar consigo suas esposas e também disse que aquele que tivesse os terafins roubados deveria morrer e deixou-o procurar. Quando Labão chegou à tenda de Raquel, ela escondeu os terafins sentando-se sobre eles e afirmando que não conseguia se levantar porque estava menstruada. Jacó e Labão então se separaram com um pacto para preservar a paz entre eles perto de Gileade. Labão voltou para sua casa e Jacó continuou seu caminho.[20]

Volta a Canaã e luta com o anjo[]

Quando Jacó se aproximou da terra de Canaã ao passar por Maanaim, ele enviou mensageiros à frente para seu irmão Esaú. Eles voltaram com a notícia de que Esaú estava vindo ao encontro de Jacó com um exército de 400 homens. Com grande apreensão, Jacob preparou-se para o pior. Ele se envolveu em fervorosa oração a Deus, então enviou diante dele um tributo de "duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta fêmeas de camelo com seus filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos" a Esaú.[21]

Jacó então transportou sua família e rebanhos através do vau de Jaboque à noite, depois voltou para enviar seus bens, sendo deixado sozinho em comunhão com Deus.[22] Lá, o Anjo do Senhor apareceu e o dois lutaram até o amanhecer. Quando o Anjo do Senhor viu que não dominou Jacó, ele tocou Jacó no tendão de sua coxa e, como resultado, Jacó mancou e "Por causa disso, até o dia de hoje, o povo de Israel não comem o músculo ligado à articulação do quadril, porque nesse músculo Jacó foi ferido."[23]

Jacó então exigiu uma benção e o Anjo do Senhor declarou "Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu."[24]

Jacob perguntou o nome do ser, mas ele se recusou a responder. Posteriormente, Jacó deu ao lugar o nome de Peniel ("face de Deus"), dizendo: "Vi a YHWH face a face e, no entanto, minha vida foi poupada."[25]

Pela manhã, Jacó reuniu suas esposas e concubinas e filhos, colocando as Bila e Zilpa e seus filhos na frente, Lia e seus filhos em seguida, e Raquel e José na retaguarda, com o próprio Jacob assumindo a posição mais avançada.[26] O espírito de vingança de Esaú, no entanto, fora apaziguado por seu pai.

Esaú se ofereceu para acompanhá-los no caminho de volta para Israel, mas Jacó protestou que seus filhos ainda eram jovens e tenros; Jacó sugeriu eventualmente alcançar Esaú no Monte Seir.[27] De acordo com os Sábios, esta foi uma referência profética ao Fim dos Dias, quando os descendentes de Jacó virão ao Monte Seir, a casa de Edom, para julgar os descendentes de Esaú por persegui-los ao longo dos milênios. Jacó realmente se desviou para Sucote[28] e não foi registrado como se reunindo com Esaú até que os dois enterram seu pai Isaque em Macpela.

Jacó então chegou a cidade de Siquém, onde comprou por cem peças de prata um terreno de Hamor, o heveu, príncipe daquela terra. Um dia, quando estava visitando as mulheres da cidade, Diná foi raptada e estuprada por Siquém, filho de Hamor. Após o estupro, o coração dele foi atraído por Diná e pediu a seu pai que a conseguisse por esposa. Siquém e Hamor ofereceram qualquer preço de noiva que Jacó pedisse, desde que concedesse Diná em casamento. Os filhos de Jacó fingiram aceitar o casamento com a condição de Hamor e Siquém e todos os homens da cidade serem circuncidados primeiro, alegadamente para uni-los como um só povo. No entanto, no terceiro dia, quando todos os homens estavam fracos e doloridos, Simeão e Levi foram à cidade e mataram todos os homens à espada e "resgataram" a Diná, enquanto os outros filhos de Jacó saqueavam "Apoderaram-se das ovelhas, dos bois e dos jumentos, e de tudo o que havia na cidade e no campo. Levaram as mulheres e as crianças, e saquearam todos os bens e tudo o que havia nas casas."[29]

"Então Jacó disse a Simeão e a Levi: "Vocês me puseram em grandes apuros, atraindo sobre mim o ódio dos cananeus e dos perizeus, habitantes desta terra. Somos poucos, e se eles juntarem suas forças e nos atacarem, eu e a minha família seremos destruídos.""
— Gênesis 34:30

Jacó voltou para Betel, onde teve outra visão de bênção. Embora a morte de Rebeca, a mãe de Jacó, não esteja explicitamente registrada na Bíblia, Débora, a ama de Rebeca, morreu e foi sepultada em Betel, em um lugar que Jacó chama de Alom-Bacute (אלון בכות), "Carvalho das Lamentações". De acordo com o Midrash, a forma plural indicaria a dupla tristeza de que Rebeca também morreu nessa época.

Jacó então fez mais um movimento enquanto Raquel estava grávida; perto de Belém, Raquel entrou em trabalho de parto e morreu ao dar à luz seu segundo filho, Benjamim (décimo segundo filho de Jacó). Jacó a enterrou e ergueu um monumento sobre seu túmulo.[30] A Tumba de Raquel, nos arredores de Belém, continua sendo um local popular para peregrinações e orações até hoje.

Hebrom[]

A casa de Jacó habitou em Hebrom,[31] na terra de Canaã. Seus rebanhos eram frequentemente alimentados nas pastagens de Siquém [32]e também de Dotã.[33] De todos os filhos de sua casa, Jacó amava mais a José, o primogênito de Rachel. Assim, os meio-irmãos de José tinham ciúmes dele e o ridicularizavam com frequência. José também contou a seu pai sobre a má fama de seus irmãos. Quando José tinha 17 anos, Jacó mandou fazer uma túnica de várias cores para ele. Vendo isso, os meio-irmãos começaram a odiar José. Então Joseph começou a ter sonhos que indicavam que sua família se curvaria a ele. Quando ele contou a seus irmãos sobre tais sonhos, isso os levou a odiá-lo ainda mais e a conspirar contra ele. Quando Jacó ouviu falar desses sonhos, ele repreendeu seu filho por propor a ideia de que a casa de Jacó se curvaria a José. No entanto, ele contemplou as palavras de seu filho sobre esses sonhos.

Algum tempo depois, os filhos de Jacó com Lia, Bila e Zilpa, estavam apascentando os rebanhos dele em Siquém. Jacó quis saber como iam as coisas, então pediu a José que descesse até lá e voltasse com um relatório. Mais tarde naquele dia, seus filhos trouxeram uma túnica manchada de sangue. Jacó reconheceu a túnica e disse: "É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!" Ele rasgou suas roupas e colocou pano de saco e lamentou por muitos dias. Ninguém da casa de Jacó pôde confortá-lo durante esse período de luto.[34]

Doze anos depois, quando Isaque morreu aos cento e oitenta anos, Jacó e Esaú o enterraram na Caverna dos Patriarcas, que Abraão comprou como jazigo familiar.[35]

Anos de fome[]

Vinte anos depois, em todo o Oriente Médio ocorreu uma fome severa como nenhuma outra e ela durou sete anos. No segundo ano desta grande fome, quando Israel (Jacó) tinha cerca de 130 anos, ele disse a seus 10 filhos para irem ao Egito e comprarem grãos. O filho mais novo de Israel, Benjamin, ficou para trás por ordem de seu pai para mantê-lo seguro.

Nove dos filhos voltaram do Egito para seu pai Israel, estocados com grãos em seus jumentos. Eles contaram ao pai tudo o que havia acontecido no Egito. Eles falaram de serem acusados ​​de espiões e que seu irmão Simeão havia sido feito prisioneiro. Quando Rúben, o mais velho, mencionou que eles precisavam trazer Benjamim ao Egito para provar sua palavra como homens honestos, seu pai ficou furioso com eles. Ele não conseguia entender como eles foram colocados em posição de contar aos egípcios tudo sobre sua família. Quando os filhos de Israel abriram seus sacos, viram o dinheiro que usaram para pagar o grão. Ainda estava com eles, então todos ficaram com medo. Israel então ficou zangado com a perda de José, Simeão e agora possivelmente de Benjamim.

Quando a casa de Israel consumiu todos os grãos que trouxeram do Egito, Israel disse a seus filhos para voltar e comprar mais. Desta vez, Judá falou com seu pai para convencê-lo a fazer com que Benjamim os acompanhasse, para evitar a retribuição egípcia. Na esperança de resgatar Simeão e garantir o retorno de Benjamim, Israel disse-lhes que trouxessem os melhores frutos de sua terra, incluindo: bálsamo, mel, especiarias, mirra, pistache e amêndoas.. Israel também mencionou que o dinheiro que foi devolvido aos seus sacos de dinheiro provavelmente foi um erro ou um descuido da parte deles. Então, ele disse a eles para trazerem o dinheiro de volta e usarem o dobro para pagar pelo novo grão. Por fim, ele deixou Benjamin ir com eles e disse "Que o Deus Todo-poderoso lhes conceda misericórdia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quanto a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei".[36]

No Egito[]

Quando os filhos de Israel voltaram de sua segunda viagem, eles voltaram com 20 jumentos adicionais carregando todos os tipos de mercadorias e suprimentos, bem como carros de transporte. Quando seu pai saiu para encontrá-los, seus filhos lhe disseram que José ainda estava vivo, que ele era o governador de todo o Egito e que queria que a casa de Israel se mudasse para o Egito. O espírito de Israel "reviveu" e simplesmente não podia acreditar no que estava ouvindo. Olhando para os vagões, ele declarou: "Meu filho José ainda está vivo. Irei vê-lo antes que eu morra".[37]

Israel e sua casa se reuniram com o seu gado e começaram a jornada para o Egito. No caminho, Israel parou em Berseba durante a noite para fazer uma oferta de sacrifício a Deus. Aparentemente, ele tinha algumas reservas sobre deixar a terra de seus antepassados, mas Deus o tranquilizou para não temer que ele fosse trazido de volta. Deus também garantiu que ele estaria com ele, ele prosperaria e também veria seu filho José, que o colocaria para descansar. Continuando sua jornada para o Egito, quando eles se aproximaram, Israel enviou seu filho Judá à frente para descobrir onde as caravanas deveriam parar. Eles foram instruídos a desembarcar em Gósen. Finalmente, depois de 22 anos, Jacó viu seu filho José novamente. Eles se abraçaram e choraram juntos por um bom tempo. Israel então disse: "Agora já posso morrer, pois vi o seu rosto e sei que você ainda está vivo".[38]

Chegara a hora de a família de José conhecer pessoalmente o faraó do Egito. Depois que José preparou sua família para a reunião, os irmãos compareceram primeiro ao Faraó, pedindo formalmente para pastar nas terras egípcias. O faraó honrou sua estada e até fez a ideia de que, se houvesse algum homem competente em sua casa, eles poderiam eleger um pastor-chefe para supervisionar o gado egípcio. Finalmente, o pai de José foi levado ao encontro do Faraó. Porque o Faraó tinha uma consideração tão alta por José, praticamente tornando-o seu igual, foi uma honra conhecer seu pai. Assim, Israel pôde abençoar o faraó. Os dois conversaram um pouco, o faraó até perguntou sobre a idade de Israel, que na época tinha 130 anos. Após a reunião, as famílias foram encaminhadas para o pasto na terra de Gósen.

Últimos dias[]

Israel (Jacó) tinha 147 anos quando chamou José, seu filho favorito, e implorou para que não fosse enterrado no Egito. Em vez disso, ele pediu para ser levado à terra de Canaã para ser enterrado com seus antepassados. Joseph jurou fazer o que seu pai lhe pediu. Não muito tempo depois, Israel adoeceu, perdendo grande parte de sua visão. Quando José veio visitar seu pai, trouxe consigo seus dois filhos, Efraim e Manassés. Israel declarou que seriam herdeiros da herança da casa de Israel, como se fossem seus próprios filhos, assim como Rúben e Simeão o foram. Então Israel pôs a mão direita sobre a cabeça do jovem Efraim e a esquerda sobre a cabeça de Manassés e abençoou José. No entanto, José ficou descontente porque a mão direita de seu pai não estava na cabeça de seu primogênito, então ele trocou as mãos de seu pai. Mas Israel recusou dizendo, "mas verdadeiramente seu irmão mais novo será maior do que ele, e seus descendentes se tornarão muitos povos." Uma declaração que ele fez, assim como o próprio Israel foi para seu irmão primogênito Esaú. Então Israel chamou todos os seus filhos e profetizou suas bênçãos ou maldições para todos os doze deles em ordem de idade.[39]

Jacó, através de suas duas esposas e suas duas concubinas teve 12 filhos biológicos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dan, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim e pelo menos uma filha, Diná (se houve outras filhas, elas não são mencionadas na história do Gênesis). Além disso, Jacó também adotou os dois filhos de José, Manassés e Efraim.

Referências[]

  1. Gênesis 25:20; Gênesis 25:26
  2. Gênesis 25:22,23
  3. Gênesis 25:25,26
  4. Gênesis 25:27,28
  5. Gênesis 25:29-33
  6. Gênesis 27:1-4
  7. Gênesis 27:5-16
  8. Gênesis 27:18-27
  9. Gênesis 27:27,28
  10. Gênesis 27:30; Gênesis 27:33; Gênesis 27:39,40
  11. Gênesis 27:41
  12. Gênesis 28:8,9
  13. Gênesis 29:1-26
  14. Gênesis 29:31-35
  15. Gênesis 30:3-13; Gênesis 30:18-24
  16. Gênesis 30:25-38
  17. Gênesis 30:43
  18. Gênesis 31:1,2
  19. Gênesis 31:12,13
  20. Gênesis 31:19-35
  21. Gênesis 32:1-15
  22. Gênesis 32:22-24
  23. Gênesis 32:31,32
  24. Gênesis 32:28
  25. Gênesis 32:30
  26. Gênesis 33:1-3
  27. Gênesis 33:12-15
  28. Gênesis 33:17
  29. Gênesis 34
  30. Gênesis 35:16-20
  31. Gênesis 37:14
  32. Gênesis 37:12
  33. Gênesis 37:16,17
  34. Gênesis 37:33-35
  35. Gênesis 35:28,29
  36. Gênesis 43:14
  37. Gênesis 45:28
  38. Gênesis 46:30
  39. Gênesis 47:29–49:32
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